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Publicado 2026-09-25

Linhas de fluxo, linhas de solda, rechupes: quais defeitos de injeção são normais e quais reprovam

Toda peça injetada carrega marcas de como foi feita. A pergunta útil não é se existe uma marca, e sim se ela é um vestígio normal do processo ou um defeito que devia ter sido pego.

Os seis defeitos e de onde vêm

Como cada defeito aparece e o que o causa
DefeitoO que se vêCausa comum
Linhas de fluxoOndulações, mais fortes perto do ponto de injeçãoMaterial ou molde frios demais, velocidade de injeção instável, mudança brusca de espessura, ponto de injeção pequeno
Linhas de soldaUma linha fina onde dois fluxos de plástico se encontraramInevitáveis em volta de furos e em peças com vários pontos de injeção; a peça fica mais fraca na linha
RechupesAfundamentos leves sobre nervuras e ressaltos grossosPouca pressão de recalque, parede local grossa demais, resfriamento curto
Marcas de gás (queima)Riscos brancos ou escurosAr preso na cavidade, comprimido e aquecido até queimar a superfície; saída de gases ruim ou injeção rápida demais
Estrias prateadasLinhas prateadas abertas em lequeUmidade na resina virando vapor — quase sempre resina mal secada
RebarbaAletas finas de plástico na linha de partição ou nos extratoresForça de fechamento baixa, temperatura ou pressão altas demais, molde gasto, sujeira na face de partição

Normais dentro de limites: linhas de solda, linhas de fluxo, rechupes

Esses três nem sempre podem ser eliminados pelo processo. O setor os aceita enquanto ficam dentro de limites — e os limites dependem da face da peça em que aparecem.

  • Linhas de solda: aceitáveis em faces ocultas, e em faces visíveis se finas, niveladas e imperceptíveis a 30 cm. Reprovam se grossas, brancas, afundadas ou trincadas.
  • Linhas de fluxo: aceitáveis fora da face principal se leves e imperceptíveis ao tato. Reprovam se cobrem a frente com ondas que dá para sentir.
  • Rechupes: aceitáveis como afundamentos leves no verso ou em áreas ocultas que não afetam a montagem. Reprovam se bem visíveis na frente ou onde o desenho os proíbe.

Sempre reprovam: marcas de gás, estrias prateadas, rebarba

Não são vestígios do processo; são falhas, e a fábrica que as embarca está embarcando os próprios erros.

  • Marcas de gás são queimas por saída de gases ruim. Se aparece uma numa face visível, a peça reprova e o molde ou os parâmetros são corrigidos.
  • Estrias prateadas indicam resina sem secar. São reprovadas sem exceção, porque a mesma umidade que marca a superfície enfraquece a peça.
  • Rebarba não é permitida em princípio. Uma aleta muito fina, menor que 0,05 mm, numa face oculta pode ser aparada à mão; qualquer rebarba capaz de cortar um dedo, ou numa face visível, reprova e não é embarcada.

A regra dos 30 cm

Nosso padrão interno é o que a maior parte do setor usa. Segure a peça a 30 cm dos olhos, sob luz padrão ou luz do dia, e olhe de frente — sem luz rasante, sem lupa, sem procurar. Se você não vê a marca, aprova. Se vê com clareza, reprova.

A regra é aplicada por níveis. A face principal — a que o cliente vê primeiro — é julgada com mais rigor. Laterais, verso e faces escondidas após a montagem têm mais tolerância.

Acima de tudo estão a amostra aprovada assinada e o AQL combinado. Quando as partes discordam sobre uma marca, quem decide é a amostra, não a regra dos 30 cm.

Peças transparentes são julgadas com muito mais rigor

Numa peça transparente de PC, PCTG ou PS, linhas de solda, linhas de fluxo, marcas de gás leves e estrias prateadas ficam todas evidentes, então quase nenhuma é tolerada — até uma linha de solda fina costuma reprovar.

Numa cor sólida, principalmente escura, uma linha de solda leve, linhas de fluxo suaves ou um pequeno rechupe no verso podem passar se não chamam atenção e não afetam o uso. Se o seu produto é uma garrafa transparente, diga isso na fase do desenho: muda onde ficam os pontos de injeção.

Quando o comprador reprova uma marca dentro dos limites

Acontece. Tratamos sempre na mesma ordem:

  • Colocar o defeito ao lado da amostra assinada, do padrão de inspeção e do AQL, e ver se está dentro do combinado. Fotografar os dois.
  • Se for um vestígio de processo que a amostra permite, oferecemos desconto para o comprador ficar com a mercadoria. Se ainda assim ele quiser devolver, a referência é a amostra assinada; o resultado usual é reposição parcial, não devolução total.
  • Se o defeito estiver fora do que a amostra permite, a culpa é nossa, e pagamos o retrabalho, a reposição ou a devolução.

Cada passo depende de uma coisa combinada antes: uma amostra física aprovada e assinada pelas duas partes. Sem ela, a conversa é opinião contra opinião.

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